28 de fevereiro de 2008

Doce, mas amargo!


Ela abre a geladeira com fome de respostas. Naquele dia em que tudo era doce o que aconteceu? Já notou como o gosto pode ser transitório? Um abacate, por exemplo. Úmido, macio e levemente doce. Suave. Perfeito. Basta fechar os olhos e deixar aquela pasta morna escorregar garganta abaixo. O que sobra? O amargo. Sentido na parte de trás da língua, o amargo impera. Mesmo assim ela gosta de abacate. Fecha a geladeira percebendo que não há respostas. O abacate é assim. Ponto. Nada naquela caixa fria a atraiu. Decide apenas tomar um café. Doce.

27 de fevereiro de 2008

Escrevo para quê?

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

Clarice Lispector