23 de dezembro de 2008

Para Viviane Schitz

A paixão segundo G.H.


O mundo independia de mim – esta era a confiança a que eu tinha chegado: o mundo independia de mim, e não estou entendendo o que estou dizendo, nunca! nunca mais compreenderei o que eu disser. Pois como poderia eu dizer sem que a palavra mentisse por mim? como poderei dizer senão timidamente assim: a vida se me é. A vida se me é, e eu não entendo o que eu digo. E então adoro.

(trecho final desta obra prima)
Clarice Lispector


E então adoro saber que temos tanto em comum. Que a G.H. que conhecemos da literatura se nos é. E se nos é porque não sabemos (não queremos) construir o todo sem antes desconstruí-lo, degustando cada parte. E então adoro saber que, assim, formaram-se os laços. E eu não entendo o que digo. E se eu não entendo o que digo, não é por culpa da barata. Deve ser essa afinidade, que espontânea, não requer explicação. E então adoro.



Este é meu! Espero que a Clarice não se importe,
mas a minha amiga Vivi merece =)

3 comentários:

  1. Deus! Deus é geminino.Amigaaaa. Omnia vincit amor três vezes pra ti, minha amada verde - abacatÊsS!
    Que luxo!
    Olha... assim...então eu adoro.
    vivi

    ResponderExcluir
  2. e eu não consigo escrever, essa minha náusea vileira, me impede de contemplar, fico aos gritos e era isso que queria te dizer, estou aos gritos, porque reli de novo e eu peguei a camiseta e eu peguei o livro e eu tenho, eu ganhei de uma querida amiga, ah!mas que final de ano supimpa!!!!
    vivi

    ResponderExcluir
  3. Tu merece de verdade, amiga. Já estou com muita saudade!! beijos

    ResponderExcluir