19 de setembro de 2011

Strange Fruit

ao som de Strange Fruit
misturada ao blues do quarto ao lado
que me toca, me toma
bebo um vinho pálido
vindo, inundado, regado
por raízes improváveis
profundas, quase intactas
frutas estranhas
úmidas de um sangue sem cor
o mesmo que circula
naquele que esquece
de sim
de si