14 de outubro de 2011

a última noite

ela sonha uma sombra sólida que salpica o céu
fel da última noite em que vagam essas frias memórias
não se vingue nem se engane
a faca em punho não salvará
essa lâmina não lapida nem fere
essa lápide não te pertence
abandone esse sentimento fosco
essa semente improdutiva 
de tudo que não vingou 
e virou estátua num clique
o tempo mói

Um comentário:

  1. Incisivo e lírico. Gostei demais das figuras, da linguagem e do conteúdo.

    Muito bom!

    beijo.

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