25 de julho de 2013

desnecessário


é preciso dormir tarde
é preciso ver a lua pálida
nadar um livro cheio
ler um rio vazio
e deixá-lo correr solitário
em sua profundeza
em sua umidade de rio
privacidade que navega sob a brisa
sob pontes por onde seus passos
nunca passarão deixando marcas
como fontes entre vãos

e nem mesmo a sua alma gélida
de poema não dormido
não necessário
nunca saberá

nada poderá te aquecer
é preciso acordar