20 de outubro de 2015

felicidade clandestina


a noite vem somos leitura
a desvendar além das ondas
linhas tecidas em carinho
telas doces ao vento

a noite vem somos pureza
alma leve emoção suave
mar de frio na barriga
 verde íris no horizonte

a noite vem somos ternura
doçura perfeita areia fina
oceano signo de afinidade
domingo gêmeos no tempo

a noite vem somos leveza
beleza rara a harmonizar
teu sorriso com meu eu
verso vivo em melodia

a noite vai fomos ventura
pura felicidade clandestina
destinada a escorrer efêmera
líquida poesia em mar oblíquo

4 de outubro de 2015

efêmera


“fosse certo eu temperava e coloria a nossa vida
se é mera distração, por que não se iluminar
inegável atração que faz meu corpo mais celeste...”
alecrim – musa híbrida

porque sinto algo novo como toda vez que afundo os pés na areia fina da praia e tento segurá-la com os dedos. areia quente que me escapa se rindo se espalhando efêmera. algo totalmente fresco como quando estática em frente ao mar me espelho me entrego faceira e me deixo ficar. algo novo como quando mergulho e me pergunto se mereço mesmo tudo assim tão oceânico tão poético tanto verde. eu que só sei viver de emoção leveza mar arrepio lírico me descuido um pouco mais e danço na areia quente que me escapa se rindo se espalhando efêmera.