4 de outubro de 2015

efêmera


“fosse certo eu temperava e coloria a nossa vida
se é mera distração, por que não se iluminar
inegável atração que faz meu corpo mais celeste...”
alecrim – musa híbrida

porque sinto algo novo como toda vez que afundo os pés na areia fina da praia e tento segurá-la com os dedos. areia quente que me escapa se rindo se espalhando efêmera. algo totalmente fresco como quando estática em frente ao mar me espelho me entrego faceira e me deixo ficar. algo novo como quando mergulho e me pergunto se mereço mesmo tudo assim tão oceânico tão poético tanto verde. eu que só sei viver de emoção leveza mar arrepio lírico me descuido um pouco mais e danço na areia quente que me escapa se rindo se espalhando efêmera.

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