1 de novembro de 2015

sempre teremos o rosa

"the night is cold and I'm so alone
i'd give my soul just to call you my own
got a moon above me
but no one to love me
lover man, oh, where can you be?"


como aquele jazz que escutamos tentando paralisar o tempo, foi no improviso que nos permitimos o encontro. de loucura de doces aventuras de um certo amor por que não? não falamos, não deixamos que a palavra nos defina, dispensamos a semântica. apenas sentimos. o que nos une é sinestesia fugacidade pintura poesia. como o teu olhar de mar que me suga e me leva ao mergulho mais intenso. como se me afogar fosse morrer em paz. como se a terra fosse toda feita areia doçura verde. como se enfrentar o vento ao teu lado fosse divertido. escalar cada montanha, trilhar cada passo e deixar a natureza nos surpreender em plenitude. como quando rimos das crianças que brincavam nas pedras pelas quais passamos com tanto cuidado. como quando admiramos o casal que levava a cabra para a beira da praia. como quando compramos na peixaria do davi e saboreamos cada nova história. como quando nos perdemos na estrada. e cada detalhe daquela hospedagem tão conforto. doce aconchego oceânico. mosaico mandala luz de vela incenso jantar vinho billie poema pijama beijo de chocolate e o teu olhar. esse olhar de mar em dia de sol. contigo não tem tempo ruim. é perfeição que nos une. é realidade que nos separa. equilíbrio paradoxal. como explicar o que não há? como explicar o que palavra nenhuma é capaz de captar nas linhas do nosso mapa múndi? como explicar a cartografia minuciosa dos nossos corpos na penumbra? não há o que explicar não há o que definir não há o que planejar além do presente. do presente que é saber-te aqui.

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