14 de janeiro de 2016

notas sobre navegação


não se explica euforia medo efêmero eterno meu peito marítimo ritmo marinho navegando em tua direção onda de clichês espuma de emoção bailando leve entre estes versos talvez ele ainda não saiba confesso porque não sei esconder ele esteve em meus sonhos visitou-me há tempos talvez ele não lembre mas foi numa madrugada gelada encontrou-me com frio e trouxe tanto calor amor poesia lua crescente ascendente em nós magia mar melodia nada explica mas insisto porque sinto porque sonho porque vivo o instante e não sei ser diferente só sei entregar-me ao íntimo ao fluxo não importa como só sei nadar navegar teu olhar profundo castanho universo teu sorriso marfim minha ruína onde me afogo e morro plena

9 de janeiro de 2016

dia sete

Leila Proença

sete número de sorte
sete dias ao norte
sete ondas a soluçar

sol navega teu sorriso
carrega reflete outro verso
em meus olhos o sal

sete conchas na areia
sete saudades borbadas
sete nuvens no varal

em teus lábios perdição
perfeição flutua desliza
tanto dança a brisa
vai voa avisa

é de se entregar

nem carece entregue estou
sou de verde de alma de par

nem tem jeito
refeito o peito repleto o feito
sete mares (des)vendar