27 de julho de 2016

sua estupidez


a chuva bate forte
na janela do quarto
molha o vento que sopra
ensopando infinito
enquanto a sua estupidez
não lhe deixa ver
o óbvio
se não era pra ser
nem destino nem os astros
nem nada do que foi
se não era pra ser agora
ou nunca será
se era
maresia levou
deixou afogado o peito
barco naufragado
eito sem eira nem beira
sem onda nem onde
um queira ou não queira
só mais um nó desfeito
de nós dois