16 de agosto de 2017

postcards from italy

chuva de saudade demora
eu corri pro violão num lamento
e a manhã nasceu azul
nos meus sonhos eu fujo
faço as malas e sumo
meio dia eu só penso em dizer não
o mundo está ao contrário
e ninguém reparou
e se não tivesse essa dor
de uma noite sentindo tua carne crua
não me lembro se tu disse alecrim ou alegria
vou em queda livre se o paraquedas não abrir
só deixo minha alma na mão de quem pode
e se a vida me trouxer o que eu pedi
trago nesses pés o vento pra te carregar daqui
e da minha voz se faz um poema pra guardar
dentro de uma concha branca no mar
o bico do beija-flor
beija-flor

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